Encontrar o amor em férias

Tempos que não voltam

2020.11.29 06:02 manodotel2 Tempos que não voltam

Hoje eu tô lembrando muito do passado e de como as coisas eram boas antes do vírus
Hoje me lembrei da férias do ano passado que eu passei em balneário Camboriú, foi uma coisa tão boa que eu queria que nunca tivesse acabado, fiz tantos amigos novos consegui até uma namoradinha kkk
Me lembro do primeiro encontro que nos tivemos foi dia 27 ou 28 de dezembro, fomos para praia e eu não sabia como agir eu estava suando muito, ficamos só se olhando por uns 45 min, até que ela tomou a inciativa e começou a conversar normal, e depois disso umas 18 horas quando estávamos voltando junto ao prédio, ela me beijou e foi MUITO ruim, nem eu nem ela sabíamos beijar, beijamos com os olhos abertos e sem querer bati com meu dente no dente dela foi incrível kkk
As vezes eu me pego imaginado como seria sem essa pandemia, será que ia ser melhor ? Será que eu ia encontrar meu amor esse ano? Ou será que eu ia ser atropelado por um carro?
É acho que nunca saberemos mas eu prefiro pensar que sem essa pandemia alguma coisa muito ruim iria acontecer comigo e graças a essa pandemia não aconteceu
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2020.10.14 12:19 DonaBruxa_Deyse Sobrenatural-Verídico

Preciso dividir isso com vocês! Relato de uma consulente que me procurou desesperada por ajuda espiritual. E irmãos de fé, me ajudem porque nunca lidei com isso não!
Eu ouvi todo o relato. Quanto mais ela contava, mais certeza eu tinha de que se tratava de SETEALEM!
Ela relatou que em maio, devido a pandemia e quarentena, sua família resolveu que seria melhor todos ficarem juntos no sítio dos pais dela, em Sorocaba. Disse que desde o momento que fazia a mala deles, uma sensação de que algo daria errado, pesava. Foi na gaveta do seu filho, que encontrou uma camiseta e um shorts que nunca, jamais vira antes. As roupas estavam sujas, eram velhas, encardidas e cheiravam mal. Nunca teve diarista em casa. Como poderiam aquelas roupas estarem ali? Perguntou pro pessoal e ninguém prestou atenção. Ninguém nunca presta. Naquele dia não estava a fim de começar a gritar tão cedo. Mas estavam todos estressados com os preparativos e ela sozinha pra fazer tudo, deixou pra lá! Enfiou as roupas numa sacola de mercado e deixou no chão, do lado da máquina de lavar na área de serviço. Ela, marido, a filha de 18 anos e seu filho de 5, saíram de São Paulo e seguiram pro interior. Durante a viagem, pra chegar no sítio, passam por uma estrada de terra. Seu filho de 5 anos disse algo que naquele momento não fez sentido algum: - Nem acredito, mãe, que estamos perto da casa do meu melhor amigo que ainda vou conhecer! Eles não deram atenção alguma pro menino. Minutos depois, ouviram um barulho como se tivessem passado por cima de algo na estrada e um dos pneus explodiu. O marido dela controlou o volante e estacionaram. Ele desceu e confirmou que o pneu tinha estourado. Ela pegou o celular pra avisar seus pais sobre o acontecido e que por isso atrasariam. Notou que não tinha sinal de rede em nenhum dos celulares. Não tinha no dela, não tinha no do marido, nem no da filha! Marido trocava o pneu e xingava porque ele nem queria ficar com a família dela! Nisso ela se virou pra trás porque percebeu que o menino estava acenando pro nada todo feliz! Sua filha começou a implicar com o irmão e disse: - Olha mãe, moleque doido! Começou já com as graças. Nisso o menino responde: - É o meu amigo! O amigo que vou conhecer. Olha mãe! Olhaaaa lá! Ela estava cansada, com fome, vontade de fazer xixi, sede e aquilo deixou ela mais puta ainda e nem se deu ao trabalho de responder os filhos. Pneu trocado, seguiram viagem na força do ódio. Uns quilômetros a frente, passaram por um posto de conveniência. Nunca vira esse posto antes. Não era a primeira vez que fazia aquele caminho. O sítio era da família desde que os avós dela casaram. Sua mãe nasceu ali. Ela foi criada ali e fez aquele caminho milhares de vezes desde bebê! Era um posto velho. Tão depredado que parecia estar desativado. Desativado se não fossem uns carros antigos também caindo aos pedaços estacionados em frente. Quem coleciona carro caindo aos pedaços?!?!? Comentou com o marido: - Meu amor, e esse posto que nunca vi na vida! Você viu?! O marido já exausto, responde: - Não prestei atenção! Mas se não viu antes é porque você é cega. Nem olha com essa cara porque você responde pra mim desse jeitinho sempre! Ela respirou fundo pra não começar uma briga ali... faltava tão pouco...perguntaria pro pai dela quando chegasse lá! E foi a primeira coisa que perguntou pro pai depois de abraçá-lo. O pai dela achou engraçado e respondeu que depois di galpão da firma tinha mais nada até chegar no sítio não. Tinha sim! Tinha porque ela viu! Mas também resolveu deixar pra lá esse assunto. A primeira semana foi uma maravilha! No final de semana seguinte, a irmã dela chegou com a família. A avó cozinha umas delícias. Os homens faziam churrasco e tomavam cerveja à vontade. O marido que não queria vir era o que mais aproveitada! A criançada brincava, pulava na piscina, corria livre, dormia e acordava tarde. Mas ela notava o filho dela meio aéreo, mais calado e não estava interagindo com os primos. Algumas vezes teve a impressão de ouvi-lo conversando/ cochichando com alguém mas quando se aproximava, ele se calava. Num sábado, resolveram fazer lasanha, mas faltava queijo, presunto, carne moída pro molho e extrato de tomate. Alguém teria que ir no mercado e pela primeira vez na vida, a filha dela se dispôs a buscar. A menina era habilitada há meses, dirigia por São Paulo, ia e voltava pra faculdade sozinha com o carro da minha cliente. E que perigo teria naquela estrada de terra, pouco ou nenhum movimento e ela iria até o supermercado mais próximo. O filho dela e os sobrinhos quiseram ir também e providenciaram suas máscaras e correram pro carro. Entregou uma nota de 100 reais pra sua filha fazer as compras. Ela me contou chorando que sua consciência pesa por ter pensado e falado pra irmã: - Graças a Deus, pelo menos por uma hora, teremos paz sem essas crianças gritando e correndo! A gente merece um pouco de silêncio sem filho gritando por mãe. A irmã dela riu e concordou.
Segundo ela, olhou no relógio na parede da cozinha, e faltava uns minutos pro meio dia.
O desespero estava pra começar!
Tinha passado uma hora desde a ida e nada dos sobrinhos e dos filhos voltarem. Resolveu ligar pro celular da filha e caia direto na caixa postal! Ligou dezenas de outras vezes e nada. Gritou o marido que estava na churrasqueira. Ele, o cunhado e o pai dela estavam bebendo desde às 8 da manhã. Quando ela relatou sua preocupação, eles não levaram a sério. Segundo os homens, as crianças logo estariam de volta...e foram beber mais. O coração dela apertou e lembrou do posto que vira na estrada, do filho acenando pro nada... não fazia sentindo, mas só pensava nisso. Tentou ligar mais vezes e como nada de atenderem, ela e a irmã pegaram outro carro e foram atrás dos filhos. De longe viram o carro que a filha dirigia encostado na estrada. Ela sentiu alívio por alguns segundos porque quando se aproximaram, o carro estava vazio. A irmã dela até aquele minuto parecia estar muito preocupada não. Porém, desceu do carro chorando. O carro estava parado sentido cidade ou seja, eles nem chegaram ao supermercado. Não tinha sinal deles! Sumiram! O celular não tinha rede, sem serviço e não tinha como pedir socorro ou ligar pra família. As pernas dela tremeram e caiu ajoelhada na terra rezando, pedindo a Deus por ajuda. Nessa hora, ela só lembrava que tinha sido ali que vira o posto de conveniência. Meio ao choro e grito contou pra irmã que vira o tal posto no caminho pro sítio. A irmã dela sem entender já gritou que nunca teve posto ali merda nenhuma. Minha cliente resolveu que iria encontrar o posto porque tinha merda de posto sim! O carro era da irmã dela que respondeu no gritou que não sairia de perto do carro, caso os filhos voltassem. Alguém tinha que avisar a família que estacavam em casa sem saber de nada! Entre gritos e mais choro, resolveram que a irmã voltaria pra avisar os outros e do sítio, ligaria pra polícia. Minha cliente esperaria no carro. Lógico que não conseguiu esperar e decidiu que procuraria por eles. Saiu com o carro que a filha dirigia. Dirigiu até o galpão da firma que tinha na estrada! Nada do posto. Fez o retorno, foi até o lugar que encontraram o carro abandonado e nada. Ela me contou soluçando que não era possível aquilo estar acontecendo. Desespero tinha atingido nível máximo! A irmã não voltava e a hora estava passando... e se ficasse noite?!?!? O que teria acontecido? Assalto? Sequestro? Nesse desespero fez o trecho até a firma, ida e volta, umas 5 vezes até cruzar com o carro da irmã. Vieram o marido, seu pai, cunhado e irmã. A avó ficou em casa, caso a polícia ou as crianças ligassem. Os homens bebados, ela e irmã histéricas! Ninguém se entendia. Depois de muita discussão quando tinham chegado à conclusão que o melhor era ir até a delegacia fazer um boletim, chega uma viatura com dois policiais. Ela tomou a frente e contou o ocorrido. Falou sobre ter visto por ali um posto de conveniência. Nessa hora os dois policiais se entreolharam. O marido dela emendou que ela era doida e que outra vez estava falando desse maldito posto. Um dos policiais, muito calmo contou que apesar de não existir nenhum posto naquele trecho, não era a primeira pessoa a relatar ter visto um. Sem contar muitos detalhes, falou que também não era a primeira, nem segunda vez que pessoas se perdiam e desapareciam naquela estrada! Os polícias pediram para que todos seguissem até a delegacia. Minha cliente e o marido, foram no carro encontrado na estrada e os outros, no carro da irmã. Na delegacia, um boletim de ocorrência foi feito. Mas todos os policiais ao ouvirem o relato, se entreolhavam de modo muito estranho. Só minha cliente notou. A polícia deveria esperar 24 horas após o desaparecimento pra iniciar as buscas! Um daqueles dois policiais que atenderam a ocorrência na estrada, disse baixinho pra minha cliente ficar calma que as crianças apareceriam. Porque todos tinham voltado de lá! Ainda na delegacia, ligavam de minuto a minuto pro sítio com esperança de receber boas notícias. Saíram da delegacia, por volta das 23 horas, ligaram mais uma vez pro sítio no caminho de volta. Nada! Ela e o marido não trocaram uma palavra...ambos choravam! Porém, ao estacionar o carro, ouviram as vozes das crianças e da avó. Ela sentiu um alívio e entrou na casa, agradecendo a Deus. Quando correu pra abraçar os filhos, paralisou. Impossível! Era impossível seu filho estar vestindo o shorts e a camiseta que ela tinha tirado da gaveta e deixado dentro de uma sacola deixada no chão da lavanderia, na sua casa em São Paulo! NÃO ERA POSSÍVEL!
Relato das crianças e da filha:
A filha contou que enquanto dirigia pro supermercado, viu o posto de conveniência, seu irmão, o filho da minha cliente de 5 anos, ao ver o tal lugar pediu pra parar ali! Ele pediu tanto, apelou usando “ por favorzinho” que convenceu a irmã a parar pra comprar tudo ali mesmo. O estacionamento da tal conveniência estava lotado de carros antigos. Seria melhor deixar o carro na estrada. Pensou que fosse um desses encontros de colecionadores de carros antigos. Nunca tinha visto nenhum daqueles modelos antes! A menina ainda relatou ter pensado em como alguém compraria ou colecionaria “uns trem” tão mal cuidado, caindo aos pedaços?!?!?!?!? Mas que só poderia ser coisa de”véi” mesmo. Entraram todos no estabelecimento e “bizarro” foi o termo usado ( pela filha dela) pra descrever o local e as pessoas! -Era um povo feio, tudo com pele amarela de doente, dentes podres, os homens e as sobrancelhas grossas e unidas... inclusive a de todas as mulheres! Até as crianças eram horrorosas... Crianças tinha fisionomia de velhas e sofridas! O lugar fedia! Fedia podre! Uma barulheira, todo mundo berrando, tocava uma música que ela não conseguia explicar. Era um ruído que estava grudado na cabeça dela. A música era um xiado fino, alto que dava a impressão de estar tocando dentro do corpo dela. A música machucava o seu pensamento. Era uma penumbra... uma luz que não iluminava e era difícil enxergar as coisas... ela tinha que forçar os olhos, piscar algumas vezes até distinguir os objetos ao redor. Objetos que nunca vira! Não dava pra imaginar a utilidade deles! Eram muitos corredores e prateleiras cheias de comida e coisas sem sentido! Enquanto se concentrava pra lembrar tudo que precisava comprar pra lasanha, a música dentro dela apagava as palavras. Ela fechou os olhos e forçou a memória... Talvez a força do seu pensar fez a música parar. Fez as pessoas pararam de gritar! Sentiu as maozinhas dos seus primos agarrarem sua mão e sua roupa. Ela sabia que estava chorando. Disse: - Mãeeeeee, fiquei com medo de abrir os olhos porque eu senti o peso daquele povo bizarro encarando a gente. Só abri porque ouvi um deles( referindo a um dos primos) dizer meu nome! Quando abri os olhos, meu irmão tinha desaparecido. Ele tinha sumidoooooo!!! Mãeeeeee, ele sumiu e não foi culpa minha... foi um segundo! As luzes começaram a piscar. Era uma luz sem cor, parecia que estávamos dentro de uma das fotografias daqueles binóculos da vovó! E as pessoas apontavam o dedo na nossa direção, gritando...eles gritavam sem mexer a boca: INTRUSOS, SAIAM DAQUI! SAIAM DAQUI! SAIAM DAQUI! VOCÊS NÃO PODEM FICAR AQUI, SAIAM DAQUI! Eu olhei pra uma senhora que estava bem próxima de nós e pedi ajuda. Contei que precisava comprar o que a mae nos pedira ... perguntei se ela tinha visto pra onde fora meu irmão. Mostrei o dinheiro! Ela riu!Quando ela abriu a boca sem nenhum dente, senti um bafo tão podre que o vômito quase saiu! Os primos estavam chorando, tremendo agarrados em mim! Comecei a chamar ele ( irmão/filho 5 anos)... e os bizarros, outra vez começaram : INTRUSOS, SAIAM DAQUI! SAIAM DAQUI! SAIAM DAQUI! VOCÊS NÃO PODEM FICAR AQUI, SAIAM DAQUI!
Eu não conseguia me mexer. Não dava pra andar!
E a música entrou em mim outra vez, mais alta e barulhenta! Minha cabeça doía e achei que desmaiaria. Nunca desmaiei... nas sabia que estava pra cair dura no chão! De repente, mas um de repente que pareceu horas, meu irmão aparece de mãos dadas com um bizarro tamanho criança. Ele veio dizendo que era o amigo que ele disse que conheceria aquele dia no carro no futuro. O bizarro chegou perto da gente dizendo que também me conhecia! Que já tinha falado que ( o filho de 5 anos) deveria fazer comigo o que (ele, bizarro!) tinha feito com a irmã dele! Eu puxei ele( apontou pro irmão) pra perto da gente! Mãe, ele não queria vir com a gente! Disse que ficaria com o amigo lá. Aí eu fiquei louca, fui arrastando todo mundo pra fora! O bizarro amigo dele, disse pra eu não falar alto porque “O ALGUEM”poderia acordar e pegar a gente pra ele! Eu mirei o rumo da porta, comecei a correr, as crianças também e o bizarro atrás da gente. Tinha escurecido. Era noite! Tinha neblina, um frio que esfriou meus ossos. Daí a gente correu muito! A gente corria e não chegava nunca até a estrada! Mas quando conseguimos, eu olhei, eu pisquei pra ver melhor e o carro tinha sumido. Sumidooooooo! O carro não estava mais lá! Sentamos no meio fio, meu irmão chorando porque queria voltar pra ficar com o amigo, os primos pedindo pela tia! Eles tremiam e batiam os dentes de frio! Entrei em pânico,porque como eu explicaria que perdi o carro, não comprei as coisas! Foi aí, que vi você mamãe, passar na nossa frente dirigindo nosso carro. Gritamos, corremos atrás de você, acenamos e você não olhou! Você não ouviu a gente gritar! Maeeeeee, você foi e voltou, foi e voltou, foi e voltou! Depois passou a tia em outro carro com o pai,o vovô e o tio! Mãe e tia, vocês nos ignoraram na beira da estrada. E aquela peste do moleque bizarro, de longe morrendo de rir da gente e gritando BEM FEITOOOOO! Como se não bastasse tudo isso, começou a ventar forte e a tempestade começou a cair. Ficou mais frio e a gente não conseguia respirar de tanta água que caia. A solução foi vir a pé, estrada escura, com chuva...Andamos até aqui!
OS SOBRINHOS:
-A gente ficou com muito medo! - Eu fiquei com tanto, tanto medo que fiz xixi na calça. -Eram monstros! - Eles queriam comer a gente! -Você não viu?!?!? Eles iriam picar a gente pra vender como carne moída! -Sera?!? E choraram muito. Ainda não conseguem dormir sozinhos em seus quartos. A luz tem que ficar acesa! Quando dormem, têm pesadelos e acordam aos berros!
O FILHO DE 5 ANOS:
-Mãe, foi legal. Sabia que meu amigo morava ali? Eu disse! Ele me visitava as vezes nos sonhos. Mesmo quando eu sonhava acordado e de dia! Hoje, a gente brincou de esconde-esconde e pega-pega!Fui na casa dele e comi comida lá! Sujei minha roupa de sangue e a mãe dele me emprestou essa. Essa roupa é do meu amiguinho! Ela falou que vai lavar a minha e depois trazer aqui pra você! Me convidaram pra ir lá outras vezes, passar as férias. Falei que pediria pra mamãe e pro meu papai! Foi super legal e meu amigo disse que já tinha me visto lá no futuro muitas vezes e que morarei com eles pra sempre! Pra sempre é muito tempo? Posso, mamãe? Deixa, por favorzinho?Por favorzinho? Eu convidei ele pra vir aqui amanhã brincar comigo, tá? Se você falar com a mãe dele, ela poderia deixar ele dormir aqui, né?!?!? Deixa, por favorzinho... diz que sim, mamãe!
Voltaram TODOS PRAS SUAS CASAS EM SÃO PAULO no dia seguinte, assim que o dia clareou. Os pais dela colocaram o sítio à venda e moram com ela, por enquanto. Minha cliente acredita que existe um lugar além. Ela tem certeza absoluta e provas disso! Está apavorada. Seu filho fala, brinca, canta, dá gargalhadas e afirma que o amigo está ao lado dele! Assim que entrou na sua casa em SP, correu até a lavanderia. Ela encontrou as roupas que seu filho usava no dia do sumiço. Estavam dentro da sacola, ao lado da máquina de lavar!
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2020.08.16 13:35 Nicocchi606 Sou babaca?

Bom, nunca tentei fazer isso, mas realmente não sei mais o que fazer. Essa história vai ser meio longa, mas obrigada de coração para quem puder me ceder esse tempo.
Contexto: Sou filha única e ilegítima, nunca conheci meu pai por isso, ele nunca quis me encontrar, não me reconheceu e nunca mandou nenhum tipo de suporte e minha mãe não pede ao governo. Ele não é br e mora em outro país com a mulher e dois filhos. Minha mãe conheceu ele na Itália e sempre amou esse país. Ela veio me ter no Brasil mas sempre quis voltar para lá. Anos atrás, quando eu tinha 12 ela entrou em contato com um ex namorado italiano por e-mail, e em 2 anos decidiram se casar. Obviamente eu era contra, mas ela me levou para Itália contra a minha vontade mesmo assim, e minha família não fez nada já que era "uma chance de um futuro melhor". (Não discordo, o ensino é melhor mas é muito pesado, sem feriados e sem consideração, o Brasil é bem melhor nisso).
O problema: Desde que desci do aeroporto não fui com a cara do homem, mas aguentei pela minha mãe. Mas semanas depois o casamento não deu certo. O cara era um escroto, e nós dois não nós dávamos NADA bem. Naquele mesmo ano, minha mãe me colocou na escola (eu não sabia a língua, e valem duas coisas, ela me fez duas promessas. Não vou te colocar na escola até você se acostumar com a língua. E se não se acostumar em 2 meses a gente volta). Bom, como dizer....foi o inferno literalmente, eu sempre fui tímida, e não sabia a língua, logo fui excluída pela sala. E uma professora parece que se aproveitava de eu não poder me defender pra me humilhar na frente de todos. Enquanto isso em casa, eu passei a nem mesmo sair do quarto, nem para comer pois não aguentava nem ver o marido da minha mãe. E ela não se impunha com a desculpa de "a casa é dele, temos que respeitar". Nesse ano acabei com depressão e fobia social aliás. E agora não duvido nada que ainda tenha Distúrbio de personalidade Esquiva, suspeitas tenho muitas mas só o psicólogo pra confirmar. Me mudei de escola e passei um ano mais ou menos. Mudei de novo, de escola e de casa, nisso tinham passado 2 anos. Outro inferno, minha mãe não conseguiu manter o apartamento onde estávamos morando só as duas. Não tinham móveis em condições de uso, e passei muito tempo tendo que dormir no chão por isso, sozinha em casa a maior parte do dia. Alí a escola estava igual ao primeiro ano, ignorada por todos. E aquilo tudo piorou minha situação, comecei a ter crises de pânico e ansiedade e não consegui mais ir para a escola 15 dias antes de tudo ser fechado pela pandemia, mas não consegui nem mesmo participar das aulas online pelo medo de viver tudo aquilo de novo. Por pouco não perdi o ano... Agora é o 4 ano morando aqui. Nos mudamos de novo, para a casa do pai do ex marido dela, que é como um pai para a minha mãe. E é horrível aqui. Ele tem 86 anos, logo viveu em tempos de guerra e não entende que as coisas mudaram, nem tenta entender os outros, acha que todos tem que viver do mesmo jeito que ele, é REALMENTE teimoso e cabeça dura. Um exemplo: Eu estou de férias, logo quero dormir um pouco mais tarde, o que já é difícil já que em todos esses anos e ainda agora, divido um quarto com a minha mãe, então nem a minha privacidade eu tenho. Ontem não estava conseguindo dormir, acabei pegando no sono as 04:00, acordei às 10:00 e fui tomar café. Ele já entrou na sala falando de como era um absurdo isso. Que eu tinha que comer mais cedo. Razoável? Talvez se fosse só isso. Ele quer que eu siga esses horários dele: dormir às 21:30, acordar às 06:00, almoço às 12:00 e janta as 18:00. Principalmente o almoço, meio dia eu TENHO que estar na mesa. Uma vez eu tava de cama sem respirar por uma crise alérgica e não desci. Ele começou a berrar, jogou o chapéu no chão e saiu falando que eu estraguei o dia dele, que bem ou não, com fome ou não, meio dia eu tenho que descer e assistir eles comerem. Então comer fora? Nem pensar. E minha mãe não fala nada por que "é a casa dele" eu já tô tão irritada com isso! Quer dizer, nas FÉRIAS, eu não posso pegar um dia pra sei lá, almoçar fora com ela, comer um pizza fora, NADA. Por que se não a princesa em casa surta! Desculpa, eu sei que ele tem a idade e mentalidade dele, mas pelo amor de Deus. As vezes sinto que tenho que pedir permissão pra respirar, me sinto sufocada! Minha mãe fala que está tentando melhorar as coisas esse tempo todo, e sou eu que não me esforço. Na verdade tenho medo de quando a escola começar, eu falto bastante por crises de pânico/ ansiedade, é HORRÍVEL mas sei que esse cara vai fazer uma cena maior ainda de me ver em casa.
No final, falando assim, é um pouco do que eu passei, mas viver assim, todo dia em 4 anos, com uma pressão enorme de "ter que fazer tal coisa por tal pessoa ou eu sou mal educada" ou de ter que ser perfeita i tempo todo para agradar fulano porque é a casa dele vem acabando comigo. Minha família e uma psicóloga que eu fui (que eu tive que infernizar a minha mãe para me levar quando comecei as crises) me disse que quando eu tiver 18 vou poder fazer o que quiser..mas não sei se resisto até lá.
No final eu sou babaca? Por que não me esforço para ajudar a minha a "melhorar as coisas" (honestamente eu nem sei o que fazer pra ajudar, ela praticamente me largou na escola e parece que coloca todos antes de mim) e por ficar mal por toda essa situação? De verdade, eu não sei, talvez eu devesse dar mais suporte para a minha mãe? Tratar ela melhor ou algo? Eu realmente não sei mais o que fazer com tudo isso...ou com essas pessoas com quem moramos/ morávamos, é muito insensível da minha parte querer viver? Porque eu tô na Itália, e nunca fui visitar lugar nenhum, Veneza, Milão, Genova, Pisa, nada. Eu só queria um pouco de liberdade nisso tudo.
Desculpem o tamanho do texto, mas obrigada de verdade a quem leu até aqui. Realmente precisava colocar isso para fora.
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2020.01.20 01:55 ayu45 Como descobri que tenho depressão

Faz exatamente 6 meses , que tudo começou. Começou um um enjoo que não acabava mais . E meses antes tinha descoberto que tinha problemas na tireóide, e sempre que eu falava que tinha algo de errado comigo, minha mãe respondia "é a tireóide filha" , pois para quem não sabe isso afeta o psicológico é afetado também. Mas continuando no assunto do enjoo, sempre que ia para a escola passava mal, eu achava na época que era só meu refluxo atacando denovo, até chegar perto das férias e eu ir para uma médica que cuidava da questão da tireóide, eu insisti e falei "mãe não é só isso mãe, eu não tô legal" e ela me encaminhou para um psiquitra , que logo depois trocamos por alguns motivos. Os tais motivos eram que eu precisava de um psiquiatra que me afastasse da escola , porque eu não estava mais aguentando ir na escola , passava mal e tinha crises. Até que eu troquei e o psiquiatra me afastou por meses. O engraçado é que uma semana depois que a médica da tireóide me encaminhou para o psiquiatra, foi logo que começou as crises. Fiquei em casa parada, minha mãe me ajudou muito. Me acolheu e cuidou de mim muito bem. Nesse meio tempo eu estava com uma psicóloga mas logo troquei, por outros motivos. Em agosto para setembro, eu não conseguia sair de casa. Tinha pavor dos olhares dos outros sobre mim. Se eu saísse da porta para fora, ficava com a perna bamba e a crise atacava. Teve crises que eu não conseguia falar, ou mexer as pernas pois meu corpo não deixava. Teve crises que gritei até ficar rouca. Eu simplismente não aguentava mais. Até uma época que comecei a me queimar , meus pulsos estão marcados até hoje , mas nada de muito grave. Deis de então comecei a ter um pouco mais de amor pela minha vida, e comecei a me julgar bem menos. Pelo menos por alguns dias, pois tenho uma síndrome chamada síndrome de bonderline que é similar a bipolaridade, muitas vezes confundida com a mesma. Então basicamente meus dias são bem confusos. Teve dias em que chorava , mas no fundo não sabia o porque. Voltando para o hoje. Hoje estou orgulhosa pois nesses meses todos, consegui sair de casa e brincar com os meninos da rua. Também estou feliz porque ganhei o pc dos meus sonhos. Estou tentando me amar e me ajudar mais . Mas sabe é meio desgastante , você acordar bem e um dia com ódio incansável de você . Mas nunca fiz nada demais com meu corpo, na verdade eu me mutilava mentalmente . Tinha vontade de tacar a cabeça no espelho. Tinha vontade de me jogar da escada . Tinha vontade de bater a minha cabeça na parede até entrar em estado inconsciente. Tinha vontade de mecher no pc, viciar , não sair mais. Até chegar numa idade e se eu morresse por algum motivo , eu pensava "pelo menos vou morrer feliz". Toda vez que sonho eu agradeço por ter sonhado, pois ele me tira da realidade e me tira daqui de alguma forma. E daqui uns 11 dias vou voltar para escola, estou animada, é escola nova , pessoas novas. Espero que esse ano seja muito bom, tomara que seja que nem aquelas histórias onde a pessoa passava por um momento infernal depois tinha os melhores momentos da vida. E na verdade eu nunca fui feliz de verdade , pois sempre vivia no automático. Nunca preocupava com meu bem e nem se minha vida estava boa. Não via sentido, mas não trazia esse assunto a tona pois senão eu ia ter mais uma crise (obs: tinha crises escondida na minha casa , pois ficava sozinha a tarde). Estou tentando me encontrar e achar uma personalidade. Atualmente nasci menina mas to me descobrindo e me identificando com o gênero masculino, gosto de fazer poemas e dançar, quero ser poetisa quando crescer e quero publicar meus livros, sou tímida, gosto de jogos , sou uma menina "tomboy ", sou boa com ritimos , adoro qualquer tipo de música. Bom esses são algumas coisas que estou descobrindo sobre mim. Se quiserem eu posso publicar mais sobre mim.
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2020.01.13 06:43 kuaniyn O ano já começou mal e eu tô a ponto de explodir

Já avisando que isso vai ser longo mas eu boto TL;DR lá em baixo. No mais, boa noite pra vocês!
Bom, como já diz o título, o ano já começou meio merda pra mim. Porém ele já vem sendo meio merda desde o ano passado e por isso eu nem fiz lista de desejos pra 2020 e blábláblá já pra evitar decepção. Rapaz, eu sabia de nada.
Eu já venho tendo alguns problemas psiquiátricos, em julho recebi um diagnóstico “tardio” de TAG e de depressão, os quais eu venho enfrentando há mais de 13 anos mas perdi o controle esse ano depois de um surto agressivo. Foi aí que eu vi que precisava de ajuda, que não era só uma “fase” e finalmente comecei a tomar remédios, fazer terapia e ir à psiquiatra. Porém, no fim do ano minha psicóloga se demitiu da clínica e agora atende em uma que é muito longe para mim, e ainda não consegui encaixar um horário com uma nova psicóloga da mesma clínica por conta da faculdade (estudo em período integral e meus horários são bem merda). Daí to sem terapia faz mais ou menos um mês e ainda tô me adaptando aos remédios, mas isso é só um background e não o ponto central da história.
Começou uns 3 dias antes do ano novo. Nós sempre vamos passar a virada na casa do meu tio materno (que vou chamar de Alberto) em um condomínio no interior – o problema é, a família do meu pai recentemente comprou uma casa no mesmo condomínio, e como meus pais são o “elo” entre as duas famílias, a disputa tava feita. Puro ego de “ai, minha casa é maior que a sua, mais gente vai vir pra cá” e foda-se. A gente já tava estressado o suficiente, daí pra piorar a gatinha da minha avó materna (que vou chamar aqui de Vó Lina) ficou doente, e a Vó Lina é muito apegada com ela. Então, ela já começou a falar que não iria para o interior, que passaria o ano sozinha com a gata. A gente falou para ela levar a gata na viagem mas ela disse que se ela saísse de casa, ia morrer. (?)
Agora uma parte confusa, porém importante para a história: eu divido meu tempo em duas casas, a dos meus pais e a da Vó Lina. Meus pais moram em um bairro de classe média mais tranquilo, e eu fico lá em dias da semana porque é perto do metrô e do terminal de ônibus. Nos finais de semana e nas férias, fico com a Vó Lina, que mora em um bairro periférico perigoso, já que estou acostumada a fazer companhia para ela. Minha mãe é a filha mais próxima e companheira dela, então eu meio que tomei o posto de neta xodó. Ela me criou, meus pais precisavam trabalhar e a Vó pediu muito pra ficar comigo enquanto eles estavam fora, mas durante uns anos eu morei lá em tempo integral.
Voltando para a história principal, minha mãe não iria deixar a Vó sozinha no ano novo porque bom, o bairro dela fica o inferno na terra nas festas de fim de ano. Além disso, ela já tem 82 anos, e por mais que esteja saudável para a idade dela, o risco dela se machucar sozinha é imenso. Nem ferrando que iríamos deixar ela sozinha durante todos esses dias, então, ela foi a pulso.
Problema é, ela ligou para um dos filhos (vou chamá-lo de Ademir) e falou que não queria ir. Daí quando chegamos lá (fomos os últimos a ir), tava todo mundo de cara fechada pra gente. Ninguém sabia o porque, e daí tio Ademir berrou com a minha mãe que ela tava obrigando a vó a fazer o que ela queria, que era pra deixá-la sozinha em casa e agora ela ia ter que ficar longe da gatinha dela. Minha mãe ficou muito chateada e foi para a casa da família do meu pai. Ela não era bem vinda na casa do tio Alberto, mas na casa da família do meu pai era pior ainda. É que a família dele tem toda uma história particular que não quero entrar em detalhes pra não confundir, mas eles são insuportáveis. Ficou um puta clima chato pra geral.
Beleza, passou ano novo, todo mundo feliz, uhu bora beber. Vó Lina começa a reclamar de dor nas costas. Passa uns dias e piora, meus pais resolvem voltar mais cedo pra capital pra levar a Vó Lina no hospital. Fiquei uns dias a mais no interior com meus primos, daí voltei no domingo passado.
Cheguei em casa e a Vó literalmente não tava levantando de tanta dor que sentia. Ela já tem problema na coluna, mas nunca vi ela assim, daí ela me vira e mostra um monte de bolha nas costas, disse que botou a bolsa de água quente para aliviar a dor e acabou se queimando. Ok, remédios não tão funcionando, volta pro hospital, médico diz que é coisa de velho (sério), passa um remédio que dá reação alérgica nela. Daí a Vó Lina parou de comer na segunda. Acordo na terça de madrugada com ela forçando o vômito. Na terça chorou o dia todo de dor, mas disse que não queria ir para o hospital. Quarta-feira vimos que as bolhas estavam espalhadas pela coxa e virilha dela, e chamamos uma ambulância pra levá-la a outro hospital.
Nesse meio tempo, recebo a notícia de que uma amiga da faculdade faleceu. Era 2 anos mais velha do que eu, ia fazer uma cirurgia para retirar um tumor que ela tinha há um tempo (não era uma cirurgia arriscada nem nada, pelo que entendi, era a quarta de varias que ela ainda tinha pra fazer), mas o médico cometeu um erro e cortou uma artéria importante por engano. Pra ser sincera, minha ficha não caiu por completo, na minha cabeça ela foi fazer uma longa viagem e já já volta. Mas puta merda, sabe? Foi muita coisa para um dia só. O enterro dela foi em outra cidade e não pude ir, mas nossos colegas fizeram uma homenagem para ela.
Eu fiquei sozinha em casa, e minha mãe estava no hospital com a minha vó. E aí que eu tive uma crise de choro, acabei de perder uma pessoa querida e a pessoa que mais amo estava doente. Não dormi, fiquei falando com minha mãe pelo whatsapp e umas 3h de quinta-feira ela me confirma que além dela estar com um nervo da coluna inflamada, o stress baixou a imunidade dela e ela pegou herpes zóster, que atacou justo o nervo inflamado. A dor é excruciante, e as bolhas que ela achou que eram de queimadura na verdade era herpes. E essa forma é altamente contagiosa, então era internação e visita para ela é só de máscara.
Dormi um pouco pela manhã, fui fazer café, já preparar o almoço e fui dar uma geral na casa, sabendo que minha mãe estava cansada demais para lidar com isso e a Vó Lina no hospital. Daí termino tudo e vejo uma mensagem de uma tia dizendo: “Oi, vê se levanta dessa cama e faz alguma coisa, limpa essa casa e acorda para a vida adulta porque sua vó tá internada”. Eu tive a segunda crise de choro.
Como eu falei, eu tenho depressão. Então, quando estou de férias, passo a maior parte do tempo dormindo, trancada no quarto, evitando contato social durante semanas. E não é de propósito, tem dias de crise que não consigo levantar nem para tomar banho, sabe? Mas como a galera ama julgar sem saber os sintomas do transtorno, eu sou a preguiçosa da família. Mas porra, né, eu não sou um monstro que explora a minha vó. Eu ajudo ela nas tarefas, afinal, é minha obrigação, mas né. Ninguém tá vendo o que acontece quando estamos só nós duas.
Fui pro hospital fazer uma visita, ela estava com muita dor. Voltei pra casa determinada a pernoitar com ela na sexta, e foi isso que fiz: fui para lá assim que o horário de visita abriu, já de malinha e cuia, e avisei no grupo da família que ficaria com ela. O que eu não esperava é que ela ia ficar extremamente feliz comigo lá, e quando eu falei que ia dormir com ela, nossa, ela abriu um sorriso que eu nunca mais vou esquecer.
Passamos sexta e sábado bem. Por incrível que pareça, a dor passou. Porém, as feridas ainda estão abertas, e ela só pode ter alta depois que a cicatrização começar e as bolhas secarem. E ela é teimosa demais pra idade dela, tentou levantar da cama sozinha varias vezes achando que eu não tava vendo, esse tipo de coisa. Então, de madrugada coloquei alarmes a cada 15 minutos pra ver se ela não estava precisando de nada. Ela pediu para eu ficar sábado também, então dormi lá pelo segundo dia seguido.
Aí o problema começou hoje. Ficamos sozinhas boa parte do dia, e Vó Lina acabou confessando para mim que minha mãe é a filha preferida dela, e eu sou a neta preferida. Ouvir isso me deixou muito feliz, pois geralmente me sinto um estorvo para ela, mas ela me agradeceu imensamente por estar com ela. Falei que eu não fazia mais do que minha obrigação, afinal, estou enchendo o saco dela há 21 anos. Então, ela me falou que gosta de mim e da minha mãe porque nós mostramos a ela esses dias que ela é importante para nós, e que ela tinha outros sete filhos, treze netos e cinco bisnetos, mas apesar disso alguns deles não tinham nem ligado para perguntar se ela está bem. Ela ficou muito chateada e disse que sente que é descartável, mas fiz questão de falar para ela que ela é a pessoa mais importante da minha vida e eu nunca seria capaz de retribuir tudo o que ela fez por mim.
Por que isso foi um problema? Bem, eu fiquei puta. No ano novo todo mundo tratou a gente mal, daí chega um momento delicado desse e eles não fazem nem questão de ligar? Vivem tacando pedras na minha mãe e em mim por nada, mas a gente dá nosso sangue pela Vó Lina enquanto os outros filhos dela vêm uma vez por semana pra almoçar que nem pensão e nem lavam o próprio prato. Nós pagamos as contas dela, compramos os remédios, fazemos tudo por ela porque porra, ela é o amor da nossa vida e nos criou com muito amor e carinho. Os irmãos da minha mãe, além de ingratos, são folgados e egoistas. Ver ela falar que parece que ela só serve pra cozinhar me cortou o coração.
Hoje à noite eu troquei com uma tia e vim para casa só porque minha mãe insistiu muito, mas a Vó Lina queria que eu ficasse com ela de novo. Assim que eu saí do hospital, eu juro que parece que o mundo está nas minhas costas de tanto cansaço, eu não percebi que estava cansada assim. E escrevo isso justamente porque tô tendo minha terceira crise de choro, junto com um sentimento de angústia, como se ela não fosse ficar bem sem mim lá. Eu estou agoniada. Não consigo dormir e só quero vê-la bem, sei que não vai acontecer nada de madrugada mas meu corpo e mente me fazem pensar o contrário.
Enfim, juntando toda a carga de brigas familiares, falta de terapia, perda de uma amiga e a internação da vó, eu tô um caco por dentro. Minha mãe disse que está orgulhosa de mim, porque estou sendo forte e segurando as pontas da família cuidando da vó sozinha, mas é só a casca. Me sinto como uma panela de pressão, mas não quero explodir.
Eu acho que desabafar aqui me ajudou bastante, não tenho como botar isso pra fora e encontrar esse sub foi minha salvação. Obrigada a quem leu até aqui, e se tiverem alguma sugestão do que posso fazer pra sair do olho do furacão, ou sei lá, conversar sobre experiências similares, tô à disposição. Valeu por lerem até aqui, sei que tá muito longo.
P.S.: a gatinha está bem, mas tem saudades da Vó Lina.
TL;DR: brigas familiares no fim de ano levaram ao adoecimento da minha avó, que agora está internada e eu estou ficando com ela. Mas além disso tenho que lidar com meus transtornos mentais e nessa mesma semana uma amiga minha morreu. A vida é um caos e eu tô a ponto de surtar.
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2020.01.08 08:07 Bloodao Paixão por uma personagem fictícia.

Olá, esse é o segundo site em que posto isso, por mais que seja um tanto vergonhoso pra min, sinto que é nescessário, por favor se você acha esse título uma brincadeira ou uma fanfic, pelo menos não comente nada pra não piorar minha situação, irei contar como tudo começou desde o primeiro dia.

Naquele dia eu estava jogando tranquilamente, e chega uma mensagem no meu celular, eu abro e é meu amigo, me recomendando um anime, eu curto animes e ultimamente tem sido o meu hobby além de jogar, então eu fui ver, pra quem assiste bastante animes, provavelmente já deve conhecer,Rascal Does Not Dream of Bunny Girl Senpai, ou só pelo nome curto que as pessoas chamam normalmente, Bunny Girl Senpai, e bom, eu assisti o anime inteiro e achei maravilhoso e incrível, creio que tenha sido o melhor anime da minha vida inteira, depois de terminar o anime assisti o filme do anime, que também é espetacular, depois disso eu fui continuar meu dia normal de férias, jogar ou assistir mais anime, mas eu tavo sentindo um peso enorme, e eu não sabia o que era, e eu ficando confuso comecei a entrar em pânico, tentando descobrir o que estava me causando essa agonia, esse frio na barriga absurdo, então sem querer eu descobri, quando eu pensei em uma das personagens do anime, eu cai em lágrimas, tinha acabo de descobrir que estava apaixonado por uma personagem fictícia, me refiro a Mai Sakurajima, ou apenas Mai-San, e eu estava tentando achar uma solução e me veio a cabeça ''eu posso ficar tranquilo, isso é só uma apaixonite por uma personagem, obviamente não vai durar nada ou algo do tipo'', emfim.... aqui estou eu, com um belo tempo passado, e já estou ficando com medo de me sentir assim pra sempre, pode parecer muito exagero, afinal estamos tratando de algo impossível, mas eu realmente percebo que estou apaixonado por ela, ela conseguiu ser perfeita aos meus olhos, provavelmente não só aos meus, isso que me deixa ainda mais furioso, além de ser uma personagem, ou seja, é algo que nunca conseguirei, se por um acaso eu conseguisse, eu não seria o único, pode parecer egoísmo mas é o que eu sinto, eu cada vez só sinto mais afeto por ela, eu realmente à amo, eu percebo isso por que um dia eu já fiquei apaixonado por uma garota, e senti as mesmas coisas, e eu só consegui esquece-la por que ela realmente parou de existir pra min, eu não lembro dela mais, e quando eu lembro não sinto mais nada, provavelmente muitos de vocês que estão vendo esse texto vai tentar responder que esse é o exemplo mais forte de que eu vou um dia quem sabe esquecer a Mai-San, mas pra min esse é o exemplo mais forte de que eu não vou esquecer, por que pra esquecer uma garota que eu praticamente não tinha contato nenhum com ela, quase não a via, foi um inferno, imagina pra uma personagem, que é algo que aparece toda hora, ainda mais ligada a tantas coisas importantes pra min, por exemplo, quem me recomendou o anime foi um dos meus melhores amigos, pra min ele é uma pessoa inesquecível, e o anime foi o melhor que já vi na vida, então também é inesquecível, eu já não sei o que fazer, muitas pessoas também podem falar que eu só estou apaixonado por ela ser uma personagem bonita, mas a personalidade dela pra min é a melhor do mundo, eu não consigo acreditar que exista algo assim, uma pessoa tão boa e doce, que se preocupa com você a ponto de largar o trabalho que estava fazendo em outro país, pra viajar até você pra te confortar, talvez possa existir várias pessoas assim, mas eu queria me casar com ela, queria dormir com um abraço quente dela, e pensar nessas coisas só aumentam meu amor por ela.

Eu sou um cara muito realista, nem um pouco utópico, reconheço o que é impossível, e talvez por isso eu esteja mais triste do que deveria estar, eu sei que não vou consegui-la, e isso me dói muito, acho que é a dor mais forte que já senti, superou até a que eu senti na morte do meu avô.

Não sou uma pessoa triste, não vivo dizendo por ai que quero cortar os pulsos nada do tipo, e como eu já disse essa sensação não é nova pra min, já que já senti isso um dia, eu fico com um ódio de mim mesmo por ter me apaixonado por uma personagem de um desenho japonês, kkkk me da até vontade de rir, mas a tristeza bate muito mais forte por culpa de todos esses fatores, eu não vou esquece-la, e nunca vou ter ela junto comigo.

Eu realmente agradeço você que leu tudo isso e que provavelmente quer me ajudar, eu não sei o que fazer, e não sei o que quero que aconteça no meu futuro, já que uma parte de min que esquece-la, pra acabar com esse sofrimento que estou sentindo, mas a outra parte quer que eu lembre dela, essa parte quer ser utópica, a ponto de ter esperança de um dia eu me juntar a uma personagem de desenho, eu não sei como eu deixei isso acontecer (me apaixonar por uma personagem), mas eu me culpo todo dia por isso.

Antes de terminar queria dizer que se você for responder uma frase pra me ajudar que seja do tipo: ''fale com seus pais sobre isso, eles são as melhores pessoas pra conversar com você'' ou ''tente achar uma pessoa igual a ela, tanto em aparência (apesar de ser impossível pois além dela ser perfeita rsrs... ela é uma personagem de anime) quanto em personalidade''. Digo pra não responder isso pois se eu falo pros meus pais sobre isso, e que foi assistindo anime que aconteceu, eles vão cortar minha assinatura com o site de animes, pois pra assinar foi uma luta, já que meu pai havia ouvido rumores de que adolescentes/jovens estava se suicidando e coisa do tipo por causa de animes, e assistir animes está sendo meu hobby principal, é o que eu mais gosto de fazer. E pela parte de encontrar alguém parecida, por que eu não vou ficar com uma garota apenas por que ela parece com uma outra pessoa que eu gostaria de estar namorando, além de ser ruim pra min, em questão de eu estar sendo egoísta e deixando a garota triste por isso, eu vou estar apenas aumentando as esperanças de que um dia eu tenha ela.
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2019.07.21 20:54 ankallima_ellen As Aventuras de Gabi nas Terras do Estrogênio – Trigésima Sétima Semana

Ansiosa, esperava inquieta a iminente chegada. Fazia um ano que não os via. Já eles nunca assim haviam me visto. Era a primeira vez que nos encontraríamos desde que iniciei a minha transição. Expectativas? Muitas. Medos? Todos. Como seria a sua reação? Tratariam me com amor? Carinho? Respeito? Palavras ditas pelo telefone não carregam o mesmo peso e significado daquelas ditas olho no olho. É fácil fingir aceitação sem ter a linguagem corporal a lhe denunciar. Anos de transfobia velada cobravam seu preço. Mas as pessoas mudam, queria acreditar. Sobretudo quando há amor envolvido.

Precisava conquistar o meu espaço, a minha independência, a minha identidade. E por mais que meu consciente forçosamente calcado na lógica descartasse a necessidade de sua aprovação, minha alma ansiava. Queria muito mostrar o quão feliz estava. O quanto essa mudança salvou a minha vida. Era outra pessoa. Renascida das cinzas de um ser em frangalhos que apenas sobrevivia. Queria que percebessem que pela primeira vez em décadas estava viva. Talvez assim, tocasse seus corações e me amassem como sua filha.

O plano era louco, desvairado, já haviam me alertado. Passar uma semana viajando com meus pais. Visitar a família estendida. Longe de qualquer santuário. Sem nenhuma garantia. Longe daquela que foi o meu alicerce nesses últimos meses. Sozinha nessa imersão de sentimentos. Sujeitando-me a imprevisíveis intempéries. Misgendering e deadnaming eram minhas únicas certezas. Contudo, era o que precisava ser feito. Precisava romper essa última casca. Transpor a barreira que me aterrorizava há pelo menos um ano.

A chegada foi tímida. Sorrisos contidos. Abraços distantes. Almoçamos rapidamente num restaurante perto de casa antes de me juntar a eles e a estrada. O silêncio do almoço foi substituído por conversas amenas para distrair da chatice do trajeto. Mares de morros, desce serra, a baixada e finalmente sobe serra. Aos poucos fui relaxando e eles também. Não se parecia com o fim do mundo. Havia esperança. Como num rito de passagem, retornava à fatídica cidade de meu nascimento incorreto para renascer menina. Talvez fosse por isso que há eras teimava em visitá-la. Precisava fazer do jeito certo. Caminhar por aquelas ruas nevoentas entre canais despida daquela mentira. Livre enfim.

Logo na noite de nossa chegada, encontramos com primos da minha mãe. Cerveja e boa comida regadas a risadas e conversas leves. Nenhuma pergunta constrangedora. Parecia que tudo se passava como nada se passasse. Como se sempre houvesse sido assim. Claro, o nome morto foi invocado erroneamente algumas vezes, mas nada que não passasse de uma lapso mnemônico prontamente corrigido. Uma falha na matriz.

No dia seguinte, antes do almoço na casa da tia-avó, vaguei com meus pais por ruas que o tempo não parecia ter tocado. Eram exatamente como lembrava, apenas me pareciam as distância menores. E com o passeio vieram as memórias e conversas mais significativas. Percebiam minha felicidade reconquistada e a retribuíam. Sorrisos. Abraços. Carinho. Meu pai em toda a sua canhestrice emocional denunciou a luta que trava para aceitar o que o destino me reservou. Não se tratava da questão de aceitar quem eu era. Afinal, de acordo com sua doutrina espírita, espíritos não têm gênero e descem à Terra em todas as formas possíveis. Mas sim, de por que precisava ter sofrido tanto para me encontrar e como ele não percebera essa batalha que silenciosamente perdia.

Nesse clima espiritual, adentrei a Catedral de São Pedro de Alcântara. Lugar onde há 35 anos havia sido batizada. Devolvi o nome que não me representava e neguei os votos que me foram impostos. Livrava-me simultaneamente de dois estigmas que muito me martirizaram. Sem mais nenhuma conexão com a fé que só me ensinou o ódio. Lavei-me de seus pecados e sujeiras. Enfim, podia nascer Gabrielle sem o signo de nenhum deus falso. A única benção que importava era a minha mesma. Eu, deusa de mim.

Da montanha para o mar. Descer a serra para reencontrar outra tia-avó. Tenras lembranças das noites que sonhei em sua casa. Livre do olhar julgador, podia vestir as camisetas que me emprestava para dormir como camisolas. Alheia às questões de gênero que me aguardavam em um futuro não tão distante, podia, sem saber, fingir ser quem um dia me tornaria. A época não entendia o porquê dessa fascinação com esses raros pernoites, só que meus pais custavam a me arrancar desse santuário onde a minha feminilidade começou a florescer. Quase trinta anos depois, ela continuava linda, charmosa e requintada. O mesmo sorriso acolhedor de outrora, apesar das desventuras que a vida lhe pregou.

Também encontrei com a minha madrinha. Talvez a única coisa boa que a igreja me proporcionou. Amiga muito próxima da minha mãe. Fizeram faculdade juntas. Sem saber o futuro que me aguardava, não podiam meus pais ter feito escolha melhor. Não consigo estimar a importância que ela teve no processo de aceitação que minha passou recentemente. Só sei que ela foi crucial. Nada como a vivência de quem passou pela similar situação de aceitar a homossexualidade dos filhos e partilhou da vida de outras pessoas trans. Foi uma noite incrível. Certamente uma das melhores dessas curtas férias. Fazia tempo que não me sentia tão acolhida e à vontade na casa de outrem. Podendo ser eu mesma sem me preocupar com absolutamente nada.

Por dois dias passeie pela famosa praia. Na primeira vez, ainda repleta de vergonha me escondi dos olhares sob as roupas: uma camiseta branca e um shortinho roxo. Conversas com a minha mãe sobre a vida, futuro e passado enquanto vagávamos em direção ao forte. Na privacidade da caminhada, pude finalmente verbalizar algumas das mágoas, frustrações e outras problemáticas de um relacionamento oco. Ela me ouviu. Não gostou, mas concordou. Admitir os problemas é o primeiro passo para resolvê-los. Quem sabe assim possamos enfim criar um vínculo verdadeiro de mãe e filha. No segundo dia, tomada de uma coragem quase sobrenatural, vesti um biquíni e exibi minhas curvas aspirantes. Olhares. Muitos olhares. Não sei se lascivos ou somente curiosos. Certeza apenas, de que muitas mulheres me mediram dos pés à cabeça. Se alguém percebeu minha transexualidade, guardou para si, pois não sofri nenhuma discriminação, nem ouvi qualquer comentário transfóbico. Talvez seja essa apenas a experiência que uma mulher passa toda vez que vai à praia.

Enfim, fazia-se a hora de voltar por alguns dias para casa. Pegar os exames. Marcar a consulta com o endocrinologista. Pegar o RG novo. Contribuir com a minha vivência em gênero e ciência na aula de um amigo querido. Rever a amada. Recarregar um pouco as baterias emocionais, porque na semana seguinte iria fazer compras com a minha mãe. Coisa corriqueira de mãe e filha, mas completamente nova para mim. Experiência aparentemente trivial, mas essencial para quem não a teve no momento certo. Antes tarde do que nunca.

Uma excelente semana a tods! Em breve posto a continuação.

Beijocas,

Gabi
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2019.03.17 23:30 desabafo123 Como a dependência emocional afetou meu relacionamento

A ideia do meu post é compartilhar como meu relacionamento se desenvolveu e algumas situações que marcaram ele. Não é a intenção necessariamente obter aconselhamento de “o que devo fazer? ”, apesar de que estes serão bem-vindos assim como relato de vocês sobre situações semelhantes. O post é longo pois descreve alguns aspectos que considero importante na compreensão de como a dependência e carência emocional, neste caso unilateral, podem dominar uma relação. A conta é throwaway.
Tenho 27 anos e quase que “sempre namorei”, é assim que os que me conhecem me descrevem. Desde os 18 anos tive 4 namoradas que duraram de 1 a 3 anos. A cerca de 3 anos atrás tive meu maior período solteiro, 1 ano e alguns meses e fui genuinamente feliz nesta fase ainda que no fundo estava afim de encontrar aquela pessoa.
Eu tinha então 25 anos e em uma das muitas noites saindo com os amigos conheci ela, com então 18 anos. Percebi que era alguém que tinha vontade de sair mais vezes, e assim fizemos. Um encontro, depois outro, um final de semana juntos, conheceu meus amigos, inclui ela no meu grupo de amigos, conheceu minha família. Avançando alguns meses e descrevendo nosso namoro em velocidade cruzeiro: Nos víamos quarta à noite e no final de semana (de sexta à noite até domingo à noite), quando ela dormia em casa e passávamos 48h juntos.
O tempo que passávamos juntos presencialmente era praticamente perfeito, fazíamos muitas atividades juntos. Eu sempre procurava algo diferente para fazer, fosse algum passeio, alguma atividade, algum barzinho ou balada nova (adorávamos sair beber juntos, curtir, dançar, se pegar, voltar pra casa meio bêbado e continuar se pegando até dormir), e bastante viagens para o interior ou litoral, sempre ficando em algum hotel ou pousada aproveitando o dia e terminando com jantar romântico, fizemos cerca de 10 destas. Sexo muito bom e fazíamos muito.
Uma dinâmica diferente, porém, acontecia quando estávamos separados, cada um em sua casa. Ela se tornava emotiva, carente e por vezes isso parecia deixa-la ansiosa e ter atitudes grosseiras. Procurava razão nos detalhes para justificar que eu “não amava ela”, “não a tratava como prioridade” e era uma pessoa fria. Essa situação se agravou conforme passava os meses de relacionamento.
As razões que justificavam eu “não amar ela” eram por exemplo: demorar para ver e responder mensagem de whatsapp, esquecer de dar bom dia ou boa noite (o que acontecia se eu tinha uma manhã corrida ou dormia sem querer por estar cansado), eu não aceitar ter que reportar para ela diariamente com quais pessoas da empresa fui almoçar ou precisamente que horas havia saído do trabalho (dizia para ela que estava sendo controladora e possessiva, ela que o mínimo que espera de um namorado é que ele de satisfação).
Era comum, cerca de quase toda semana ela vir discutir por alguma situação desse tipo, dizer que passou o dia chorando, pensava em mim o dia todo e que eu estava nem aí. “Sinto como se eu não tivesse um namorado” ela dizia. Eu realmente havia estado nem aí só porque ela mandou uma mensagem bastante grosseira porque eu dei “bom dia” as 10:30 ao invés de as 9h. Eu pensava que era só um enorme drama por nada e não deixava isso abalar meu dia de trabalho, ela, no entanto passava o dia chorando e me ligava a noite dizendo como que eu poderia amá-la e simplesmente não se importar em quão mal ela estava.
Nossa rotina talvez venha a ser bastante relevante neste contexto. Eu trabalho de 10h a 12h por dia, meu trabalho é dinâmico e inclui reuniões diárias, internas e externas, relacionamento profissional com diversas pessoas e empresas. Moro sozinho fazem 2 anos e sou totalmente independente financeiramente sendo responsável pelo controle de gastos, alocação de investimentos e aperfeiçoamento profissional de forma a vir ganhar mais no futuro. Tenho um grupo de amigos próximos que nos encontramos toda semana. Por não morar mais com meus pais, costumo visita-los uma noite por semana. Também gosto de ter um pouco de tempo sozinho, fazendo outras atividades não produtivas. Ainda assim, se eu observar a semana como um bloco de várias horas, eliminar as horas que estou dormindo e no trabalho, eu passava 75% do tempo com ela, ajeitando nos 25% restantes todas estas outras atividades.
Ela faz faculdade de manhã e vai na academia a tarde, apenas isso. Sobre a faculdade vale ressaltar que quando a conheci no final de 2017 ela fazia um curso, em 2018 resolveu mudar para outro e em 2019 decidiu que faria outro, em uma área e faculdade diferente desta vez. No período de férias ela só vai na academia.
Ela não tinha amigos. Zero. Quando a conheci ela estava junto com uma amiga e pareciam bastante próximas. Em cerca de um mês ela se afastou desta amiga e desde então nunca ouvi dizer algo como “vou visitar fulana”, “fulana me convidou para jantar”, “vou no aniversário de fulano” etc. Não sei o nome de nenhum amigo dela porque nunca ouvi falar da existência de algum.
Até mesmo da família dela se afastou, eles eram uma equipe de esporte juntos e participavam de alguns campeonatos. Logo que nos conhecemos ela abiu mão de ir na próxima etapa e tiveram que a substituí-la. Ela inclusive não me dizia sobre alguns eventos que a família dela nos convidava, algum tempo depois eles começaram a me chamar diretamente e justificativa dela para não querer ir era que “o final de semana era nosso tempo de ficar juntos”.
Diante destas situações e mesmo envolvido no relacionamento percebia que algumas coisas não estavam certas. Minha atitude era motivá-la a sair, conhecer novas pessoas, buscar novos hobbies, buscar desenvolvimento acadêmico/profissional para no futuro ter um estágio legal, etc. Esta minha postura foi inclusive mal percebida. Segundo ela, enquanto ela estava lutando pelo casal, para ficar mais juntos, eu estava lutando para que ela achasse distrações e nos afastasse, e ainda, que a ausência de ciúmes da minha parte fazia parecer que eu não a amava.
A essa altura é possível se perguntar porque eu aguentava isso. O que acontecia é que eu dava pouca importância as crises e carências exageradas, me distraindo com as outras responsabilidades da vida. Ao mesmo tempo eu dava bastante importância ao tempo que passávamos juntos no final de semana, que era de bastante proximidade e atividades legais. Achava também que eu mantendo essa postura de não entregar atenção quando vinha com crises e grosserias, e incentivá-la para assumir novas responsabilidades na vida a situação tenderia a melhorar. Mas aconteceu justamente o contrário, e com o avançar da relação ela buscava justificativas ainda mais estranhas para dizer que eu “não amava ela”.
1 ano e meio de relação e ela pede para conversar, vem até minha casa e diz que quer terminar. As justificativas como pode imaginar são “eu nunca senti que você me ama”, “me sinto sozinha durante a semana e você parece não se importar”, “nunca ganhei flores ou presentes fora de época”, “você não posta fotos nossas ou declarações de amor públicas” e por fim “não posso mais perder tempo com alguém que não me ama, preciso estar com alguém que me ama de verdade”.
2 semanas depois estava postando fotos com outro cara. Declarações de “como sou feliz de conhecer alguém que me ame de verdade” e postando um buque de flores que havia ganhado dele.
Procurou inclusive uma amiga minha que eu apresentei a ela para dizer como estava feliz no novo namoro, como ele era perfeito e dava toda a atenção que eu não dava. Que ele assume ela (assumir no contexto dela é postar coisas em rede social). Que não sabia como aguentou tanto tempo se dedicando para uma pessoa que não a tratava como prioridade. Que o fato de eu não correr atrás dela após o término simbolizada a minha ausência de sentimento.
Já passou uns meses e estou bem resolvido com essa situação, sigo a vida normalmente. No entanto passei um bom tempo intrigado com o que aconteceu, pesquisando e refletindo. Hoje levo comigo a conclusão que o que ela experimentou não foi amor de verdade, certamente não um amor maduro e que direciona ambos para o crescimento pessoal e conjunto. Eu apenas supria a dependência e carência emocional dela.
Com o tempo ela precisou de doses ainda maiores de atenção para se sentir satisfeita e preencher o vazio que ela mesma criou, e na iminência de prejudicar outros aspectos da minha vida eu restringia a apenas o que eu citei, trocas de mensagens diárias e finais de semana incríveis, respeitando minha individualidade nos momentos que eu precisava. Bastou então surgir outra pessoa despejando atenção para fazer mais sentido sob o ponto de vista dela transferir o foco de atenção e carência para alguém que “a ama de verdade”.
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2018.01.26 16:52 porco-espinho Minha visão totalmente parcial, sobre como melhorar (e MUITO) a sua vida. Vi um post parecido em um finado forum uns sete anos atrás e isso mudou minha vida, agora chegou minha vez de contribuir.

Faz algum tempo que estou querendo escrever isso, não sou muito bom com textos, mas vou tentar dar o meu melhor aqui. Esse texto é o que eu enviaria para mim mesmo dez anos atrás, espero que ajude alguem. Você não precisa seguir tudo, isso não é uma biblia, é o que funcionou pra mim, adapte para o seu cotidiano/vida e tire o melhor.
Isso não é uma lista sobre como ser uma pessoa melhor, ou como mudar o mundo, e sim como ser totalmente egoista e melhorar a sua vida.
Nos meus cinco ultimos anos eu melhorei e muito a minha vida, hoje tenho meu próprio apartamento em uma capital, não preciso me preocupar com dinheiro, meu salário em 2018 é 15 vezes maior do que meu sálario em 2013 e tenho conquistado muito mais do que eu um dia poderia imaginar cinco anos atrás. Isso foi só pra chamar a sua atenção e ver que você tambem pode mudar sua vida.
Desative as notificações do seu celular - Não vou citar links aqui, mas cinco minutos de Google você acha milhares de pesquisas, fortemente fundamentadas, que mostram que milhares de pessoas não conseguem mais sentar e manter o foco por mais de 30 minutos por estarem viciadas em interrupções. Sério, desative as notificações e pare de checar seu celular igual louco, se alguma coisa realmente séria acontecer, você vai receber uma ligação te avisando. Você não precisa estar 24 horas por dia disponivel no WhatsApp ou no Facebook. Essa simples mudança vai te trazer beneficios incriveis, acredite.
“Suspeita é uma armadura pesada e o seu peso dificulta mais do que protege.” — Robert Burns
Se desinforme - Sério, o que mudou na sua vida desde que a Dilma caiu ou o Eduardo Cunha foi preso? Você acha mesmo que todo o tempo/energia que você perdeu lendo matérias e acompanhando esse caso valeu a pena? Ler noticia sobre o que não tem influencia direta na sua vida é entreterimento, é a mesma coisa de assistir uma novela, sempre tem um gancho no final pra tentar te fazer voltar no outro dia e ler mais. Isso tambem vale para outros tipos de entreterimento disfarçado de conhecimento, sério, qual o valor que te agrega saber "Como funcionam os buracos negros" sendo que você trabalha como Nutricionista? É puro entreterimento, trate esse tipo de conteudo como tal, perder horas no youtube em canais de ciências não são horas produtivas é só tempo jogado fora.
“A verdade pode às vezes machucar, mas ilusão causa mais malefícios.” — Vanna Bonta
Ninguem vive de amor e ideais - Sério, não vivemos em uma roda hippie, somos um mundo capitalista e isso NÃO VAI MUDAR, se acostume e aprenda a viver nele. Você precisa de dinheiro e quanto mais melhor, é muito mais fácil você ser feliz gastando seus finais de semanas com viagens incriveis do que discutindo na internet sobre seu politico preferido.
“Resistência é inútil.” — Doctor Who
O sistema pune aqueles que não seguem seus padrões - O sistema É PRECONCEITUOSO, se você é homem, você NÃO VAI ser professor infantil. Você pode passar a sua vida inteira lutando por isso, mas não vai valer a pena, sério, vai ser cinco vezes mais dificil pra você do que para as pessoas que estão competindo com você, escolha outra coisa e segue a sua vida. Você pode até pensar "aah, mas se eu não lutar isso nunca vai mudar", isso é verdade, mas esse post aqui é como melhorar a SUA vida e não o mundo, só aceite que tem coisas fora do seu alcance.
“O mestre compreende que o universo é para sempre fora de controle.” — Lao Tzu
Mantenha suas opiniões para você mesmo - Pessoas levam tudo para o lado pessoal, se você é a favor do aborto ou contra ele, não importa, se alguem te perguntar simplesmente fale "eu ainda não li o suficiente". Você não quer que a pessoa lembre de você como alguem que tem a opinião errada (do ponto de vista dela), então melhor se manter sempre na zona neutra. Evite qualquer tipo de polêmica, como aborto, futebol, religião, politica, liberdade sexual, etc... Já vi pessoas perderem a chance de serem indicadas para vagas incriveis só porque quem poderia indicar não concordava com a posição politica da pessoa em questão, é errado, mas acontece e você não quer ser vitima disso. Publicamente o quão mais perto dessa pessoa você estiver, mais chances você terá: Relacionamento heterossexual estável, visão politica neutra, academia em dia, religião tradicional, financeiramente estável e pontual alem claro das coisas que serão cobertas no tópico a seguir.
“Cedo ou tarde, todos lidam com as consequências.” — Robert Louis Stevenson
Existem padrões de beleza, siga-os - Exatamente a mesma questão dos preconceitos, quanto mais dentro dos padrões você se adequar, mais fácil será sua jornada e não vale a pena lutar contra. Se você é homem, precisa manter sua barba e cabelo sempre bem feitos, se é mulher precisa ter sempre sua maquiagem, unhas e cabelos alinhados. Sempre mantenha o pensamento "eu preciso estar sempre pronto para ir em uma balada cara, ou em um bar de alto nivel". Sempre seja alguem bem arrumado, cheiroso e com a academia em dia. Aquele cabelo colorido ou penteado "da moda", só vai fazer a sua jornada ficar mais dificil, não vale a pena. Aqui tambem entram tatuagens, sério, o preconceito existe, e o simples fato de você ter uma, já reduz estatisticamente suas chances de crescer na vida, evite, não vale a pena.
“Em geral, o orgulho está no fundo de todos os grandes erros.” — Steven H. Coogler
Não confunda hobbie com profissão - Só porque você gosta de tocar violão, não significa que você vai conseguir ganhar dinheiro com isso.
“A única coisa que constitui o fundamento de uma mudança positiva é o serviço a outro ser humano.” — Lee Lacocca
Escolha sua profissão de maneira analitica - Você deve escolher sua carreira de acordo com o que você tem disponivel. Querer ser um Fisico Nucear e morar no interior do Amapá não vai te facilitar em nada e dificilmente valerá a pena. Pesquise, pesquise e pesquise, veja quais vagas as empresas da sua região estão contratando. PERGUNTE as pessoas que já trabalham, sabe aquele seu tio que trabalha numa multinacional e faz rios de dinheiro? Pergunte pra ele quais são as vagas mais dificeis da empresa preencher. Faça uma lista com os maiores salários das vagas que você encontrar, veja quantas vagas estão disponiveis e veja a rotatividade com que essas vagas aparecem. Quanto mais tempo, você demorar escolhendo e analisando, maior a sua chance de sucesso. Você vai perceber que tem monte de empresa pagando R$3500,00 mensal em vaga que só precisa de um curso técnico (normalmente bem especifico) que você faz em seis meses ou menos.
“Se você não fizer as perguntas certas, você não irá obter as respostas corretas.” — Edward Hodnett
Faça o que ama e nunca trabalhará um dia é a maior mentira que já te contaram - Mesmo se você for jogador profissional de video-game, jogar o mesmo jogo todo dia das 08h até as 18h durante dois anos, vai deixar aquilo chato, entediante e previsivel, vão ter dias, semanas e meses péssimos, não importa a sua profissão. Já que vão ter dias péssimos é melhor você garantir que o seu sálario faça-os valer a pena. Melhor ter um mês péssimo e ir pra Londres tirar férias, do que ter um mês péssimo e passar o final de semana assistindo Netflix e contando as moedas pra pedir pizza.
“A verdade o libertará, mas primeiro ela vai lhe fazer infeliz.” — James A. Garfield
Começe a trabalhar o mais cedo possivel - Quando você está dentro de um mercado de trabalho, você vai começar a perceber quais são as vagas mais privilegiadas, quais tem mais mercado, quais tem um futuro mais promissor e vai ter uma noção ainda melhor de como você deve se especializar. Eu diria que o ideal é você sair do ensino médio e começar a trabalhar durante o dia e estudar de noite e quando eu falo em emprego é algum trabalho que realmente vá te ajudar a crescer, nada de caixa do McDonalds, é melhor fazer estágio de graça dentro de uma empresa grande do que ter um sub-emprego ganhando mil reais.
“O descontentamento é a primeira necessidade do progresso.” — Thomas Edison
É muito bom ser foda - Sério, você não tinha orgulho quando só você tirava 10 naquela prova que todo mundo foi mal? Então, é essa a sensação que você tem que perseguir pelo resto da sua vida.
“Confie apenas em si mesmo, e outro não deverá traí-lo.” — Thomas Fuller
Seja o melhor - Essa parece óbvia, mas tem muita gente que não leva isso à sério. Porque o projeto mais dificil fica com a pessoa X e não com você? O que ela tem de melhor? Descubra e COPIE, você vai ter que ficar melhor que aquela pessoa. Sempre mantenha em mente o seguinte: "Se a empresa cortar metade da minha equipe, eu tenho que garantir que sou bom o suficiente para não ser nem considerado nesse corte".
“Não pode haver progresso sem confronto direto.” — Christopher Hitchens
Não existe "dom" - Pra você ser bom em uma coisa é só uma questão de investimento de horas. SÉRIO! Se passar três meses, desenhando por 14 horas por dia, você vai ter investido 1260 horas (33014) em desenho, e você vai ficar FODA em desenho, sério, você vai passar do nivel "boneco de palitinho" para o nivel "Monalisa". Vai ser fácil? Não, nunca disse que era um caminho fácil, mas só depende de você.
“Ficar parado é a morte. Se não mudar, você morre. Simples assim, assustador assim” — Leonard Sweet
Fuja de vagas de gerencia de pessoas enquanto você é novo - Essa aqui foi uma dica que eu recebi e nunca esqueci. O exemplo é o seguinte: Você é designer na empresa X, numa equipe com outros N designers e todos vocês tem um Diretor de Arte, se esse diretor sair da empresa é MUITO MAIS PROVAVEL, que a vaga dela vai ser assumida por algum outro designer que já estava no time à bastante tempo e conhece toda a dinâmica da empresa. O que isso significa? Se você trabalhar numa empresa como Diretor de Arte por 3 anos e quiser mudar de empresa, vai ser MUITO mais dificil, de você encontrar outra vaga no mesmo como Diretor de Arte do que encontrar outra vaga como designer. Sério, só vá para vagas de gerenciamento quando tiver certeza que você quer ter muita estabilidade e não vai querer mudar de emprego em curto/médio prazo. Ficar preso numa empresa que você odeia porque não consegue achar outro emprego que tê pague tão bem quanto o seu atual é uma merda, você não vai querer isso.
“A verdade foge a todos os padrões.” — Bruce Lee
A ideia do post não é ser ofensivo, só estou sendo direto sobre coisas que acontecem no dia-a-dia, o mundo não é perfeito e não é um morango encantado, mas com esses truques simples sua vida vai ser MUUUITO mais fácil.
Mais uma vez, a ideia do post é melhorar a SUA vida e não o mundo, então eu entendo que muitas pessoas vão discordar de alguns pontos, já que são feitos de uma visão bem "egoista", mas isso vai de cada um sobre como aplicar isso e até onde vale a pena.
Peço desculpas antecipadas por erros de portugues, acentuação, e sobre a estrutura do texto em geral, sei que tem muita coisa errada ai.
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2016.05.26 00:13 Wikipeida Desabafo: Portugal é um mau país para se criarem startups!

Desde muito novo que tenho feito pequenos negócios em regime freelancing que me têm dado alguma experiência e motivação para fazer algo maior.
Aprendi durante os últimos anos que em Portugal é ultra difícil encontrar uma pessoa:
Em todos os processo de recrutamento passei pelo mesmo:
1- O entrevistado ou vem ter comigo ou é recomendado por alguém porque o sonho dele era ter uma startup
2- Começa a afastar-se quando percebe que trabalhar numa startup não é a mesma coisa que trabalhar num emprego estável remunerado 8h por dia
3- Começa a falhar prazos atrás de prazos e deixa de estar contactável
4- Começo a sentir que o meu contacto e a minha presença é indesejada por parte da outra pessoa, e tenho de começar a fazer "pushing" para ver coisas a serem feitas
5- De repente, em vez de estar a preocupar-me em construir um negócio com o apoio de alguém igualmente motivado, estou preocupado em gerir co-fundadores
6- Coloco a questão à pessoa recrutada se este é mesmo o tipo de vida que quer, pois é natural que ao inicio fosse dificil de prever que criar um negócio é tão exaustivo, sempre de forma cordial
7- A cobardia do português, nunca é capaz de dizer que não e afastar-se, prefere dizer que sim, que as coisas vão mudar e continuar a fazer perder tempo e janelas de oportunidade
8- No fim o negócio morre antes de nascer, porque eu chego à exaustão de andar a gerir pessoas em vez de evoluir o negócio
Hoje em dia aprendi a não deixar as coisas avançarem do ponto 2 (ou 3). Não estou para andar a sacrificar-me por algo para dividir em partes iguais por outras pessoas que nem são capazes de ajudar no essencial.
Já fiz todos os niveis de introspecção, tendo mesmo pessoas independentes a avaliar se sou eu que tenho um problema e afasto as pessoas (a teoria do denominador comum certo?). E chega-se sempre à conclusão que a minha falha é não saber encontrar as pessoas certas.
Pois bem, encontrei uma pessoa certa cá em Portugal, em todos estes anos. Lá fora, em poucos dias encontrei várias (na Alemanha por exemplo é muito fácil encontrar gente disciplinada). Pela minha experiência chego à conclusão que por questões culturais, cá em Portugal é um país dificil para arranjar co-fundadores para um negócio.
Em termos de financiamento, Portugal é mais outro filme. Durante estes anos todos tentei várias vezes obter apoio financeiro das seguintes formas:
Quadros comunitários: Compete/Portugal 2020, QREN, concursos com prémios... são tudo tachos. Estes concursos, apesar de se publicitarem como apoio à inovação e couves, normalmente são usados para alimentar projectos nacionais ou europeus (dos quais participei em alguns nos meus tempos de estudante e pude confirmar em 1ª pessoa o que estou a dizer). Estes concursos são tachos, basicamente. Quem ganha são normalmente empresas (ou um consórcio de empresas e universidades) que em nome de um projecto fictício e propostas/planeamentos irreais, ganham estes concursos, usando o dinheiro dos mesmos para interesses particulares. No final o resultado dos projectos é uma fachada, as avaliações das comissões cientificas europeias e outras são uma farsa (aprovam tudo, bem ou mal feito), acabando estes projectos por queimar dinheiro dos contribuintes e resultarem em nada de consequente para a sociedade. Por outro lado, nenhuma startup consegue ganhar estes concursos que estão feitos para os amigos e familiares de alguns, também porque para ganhar X euros em financiamento, tem de se entrar com 30% ou mais. Ou seja, eu, startup que preciso de dinheiro, tenho de pagar com dinheiro que não tenho para ter investimento. Irónico... Não digo que o dinheiro deva ser oferecido a qualquer caramelo que tenha uma ideia para uma startup, sem este dar garantias, mas queimar este dinheiro em tachos para cunhas também não é solução...!
Venture Capitalists, Angels, etc...: Já desisti cá em Portugal de procurar financiamento. Normalmente não há visão de negócio (conheço algumas empresas que foram super desvalorizadas cá, mas cujos fundadores não desistiram e foram lá fora procurar o que não encontraram cá, apoio, e tiveram tanto sucesso que já nem dá para contar os milhões de lucro que essa gente move hoje em dia). Por outro lado, cá pensam que com 10,000€ se financia uma startup. E depois fazem propostas ridículas, 10,000€ por 50% da empresa. Esta gente é parva? 10,000€ gastei eu só para desenhar, planear, desenvolver a ideia, criar mockups, validar o mercado, etc do ultimo negócio que lancei. Esta gente é parva, não tenho outras palavras para descrever a maioria dos investidores que temos por cá. Silicon Valley em Portugal? Talvez um dia, mas não hoje.
Poupar, juntar e investir: Portugal é um sitio horrivel para se fazer isto. Poupar? lol? Como? Uma pessoa chega ao fim do mês e quase que sobrevive, quanto mais poupar. O truque aqui é ir para o norte da Europa, trabalhar 6 meses a 1 ano, poupar (porque lá é possivel), e então tirar uns outros 6 meses de "férias" para tentar criar um negócio, trabalhado a full-time e investindo essas poupanças em recursos ou mão de obra auxiliar. Cá em Portugal conheci N pessoas que, por amor ao país pouparam lá fora e vieram tentar criar cá o negócio, e só vos digo isto: as pessoas cá nem a receber um salário (ligeiramente acima da média para a industria das tecnologias) faziam nada de jeito! O zé tuga tem sempre a mentalidade de que podiam estar a ganhar mais noutro sitio, e então nunca se dedicam 100% ao que lhes é pedido, não cumprem prazos, mais uma vez falta de disciplina (a receber salário atenção!!!). Conto com as mãos o nº de pessoas que trabalham com gosto naquilo que faziam e com brio. A maioria das pessoas não gosta do que faz, seja trabalho precário ou trabalho altamente qualificado, os melhores vão lá para fora ganhar 2000€ ou mais, só ficam cá os letargicos fora uma ou outra excepção.
Neste momento encontro-me a criar uma startup a solo, desisti de me envolver com outros co-founders e colaboradores, só me atrasavam. Toco todos os instrumentos desta orquestra sozinho. É de estourar uma pessoa, mas é o que é. Não procuro ninguem para se juntar a mim (pois pelo pior já passei eu sozinho1) e estou a tentar fechar uma proposta de investimento sério fora de Portugal e a formar uma equipa de engenheiros (edit: cá, por agora), porque não é cá que as coisas acontecem. Para chegar até aqui levei muita porrada e precisei de ver muitos negócios cá a falhar e muitos lá fora a resultar (muitos deles iguais) para começar a suspeitar que o problema está no país e não em mim (obviamente que no limite há sempre alguém com capacidade de, nas circunstancias mais merdosas de sempre safar-se muito bem, mas como isso é 1 em um milhão, e eu não tenho super-poderes, decidir deixar de ser um peixe a tentar trepar uma arvore e fui procurar apoio em países que me proporcionavam lagos para eu nadar).
Nisto, apeteceu-me criar este tópico como um desabafo desta revolta que sinto, porque isto magoa-me como Português e desgastou-me bastante, vi muita gente com muito potencial a ser mandado abaixo pelos "detractors" deste país, e meses ou anos mais tarde ver o mesmo potencial a nascer noutros locais (Silicon Valley por exemplo) apenas porque nesses locais se dá o apoio certo às pessoas. Peço desculpa se pareço arrogante, estou apenas ligeiramente super revoltado com a situação. Por isso caros amigos, se tiverem a pensar criar uma startup, façam-no lá fora, cá só vão perder tempo. É triste mas é real, eu sei pelo que passei e outros passaram. Não percam tempo num país que não tem visão de crescimento, vão passar o tempo a engolir sapos em troca de nada, vão perder anos da vossa vida, saude e amigos, para nada.
Portanto resumindo e concluindo, Portugal é um mau país para fundar startups porque é quase impossivel arranjar bons co-founders, bom investimento e criar condições pessoais, financeiras e sociais que facilitem a vida ao empreendedor.
1 Procurar empregador que me aceitasse na condição de empreendedor (colaborador de risco que pode sair da empresa em 6 meses após o inicio de contrato), trabalhar 8h por dia no emprego full-time, chegar a casa e em vez de ir ver o benfica, comer gajas, beber uns copos, ficar a trabalhar até às 2/3 da manhã e no dia seguinte acordar às 7h AM para ir trabalhar outro dia, etc.
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2015.12.04 13:46 Riddle0219 [Serious] O que fazer com a minha vida?

Boas portugal. Escrevo isto porque verdadeiramente não sei o que fazer com a minha vida, nem sei como sobreviver minimamente bem, mesmo que tenha alguns objetivos gerais.
Sou um jovem de 21 anos, sexo masculino, fiz a escola e acabei o secundário com média de aproximadamente 17 valores no curso de línguas e Humanidades (Não me lembro do valor certo da média). Após isso, meti-me a tirar o curso de Direito numa pública, no qual já estou à cerca de 4 anos (4ª matrícula).
Fui para o curso porque achei que era uma boa escolha para quem esteve em Humanidades, e achei algumas profissões interessantes. Para quem não sabe, o curso de Direito é daqueles que começa com noções gerais e cadeiras que não são bem do curso (como introdução à economia) e depois progride para cadeiras mais jurídicas, cada vez mais específicas e difíceis. O que me aconteceu e que só reparei à pouco, foi que quanto mais o curso se torna jurídico (ou seja, mais "Direito") menos o suporto, e muitas cadeiras de que gostei, gostei por terem a ver com outras áreas - História do Direito pela parte histórica, Introdução à economia adorei, Direito fiscal pela parte financeira e Penal pela parte criminológica e não tanto legal. Cadeiras de direito privado (como direito civil, etc.) que são super importantes e muitos empregadores olham especificamente para elas e pedem as respetivas notas para escolherem quem contratar (até porque a média pode ser mais alta por causa de cadeiras inúteis, super fáceis que a sobem que todos os cursos tem), eu detesto e tenho, no máximo, um 11 ou 12 e raramente passo à primeira.
Resumindo e concluindo, passei excelentes momentos, sobretudo no primeiro mas também segundo anos de faculdade, até ia tendo algum interesse de vez em quando, ia estudando e fazendo as cadeiras todas, fui à queima, diverti-me, fiz bons amigos e passei bons momentos, mas no terceiro que é considerado o mais difícil e também muito importante porque tem cadeiras fundamentais para muitas profissões relacionadas com Direito e especialmente advocacia (como processo civil, obrigações, processo penal, por aí), desleixei-me, deixei de ir completamente às aulas e reprovei de ano, perdi bolsa porque só completei 40% das cadeiras (4 em 10) que não chega para ter os 36 créditos e renovar a bolsa de estudo.
Basicamente, eu menti aos meus pais à descarada e disse que só reprovei a três cadeiras, e pedi a bolsa entretanto, já sabendo que quando responderem não a vou ter. Os meus pais acham que eu vou acabar o curso e só tive um momento um bocado mau. Entretanto, tenho tentado ir às aulas mas cada vez mais acabo por sair a meio e ir para o café beber um café, estudar o código pois estou a tirar a carta, ler outros livros que não tem nada a ver com Direito ou mesmo jogar no tablet.
Eventualmente eles vão descobrir, e eu estou aqui, com o 12º ano, sem vontade de fazer o curso e com vontade de me tornar independente e trabalhar. NUNCA trabalhei, mesmo em part-time por baixo da mesa, e estou neste momento a fazer o meu CV e irei enviar currículos para sítios onde possa trabalhar (aceito tudo menos trabalhar nas obras porque, verdade seja dita, sou um gajo com pouca força e destreza física).
Para tornar mais fácil o que quero ao certo, aqui estão pontos importantes:
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